Etiquetas
O orçamento de etiqueta que fecha a conta
Numa gráfica de etiquetas, o preço não se digita: ele nasce da geometria. Quantas etiquetas cabem na largura da bobina, quantos metros aquilo consome, quanto tempo a máquina fica ocupada, e quanto se perde no acerto. Errar qualquer um desses some do orçamento sem parecer erro.
O que entra na conta
- A geometria. Medida da etiqueta, carreiras, o espaçamento entre elas e a faca — que tem mínimo próprio. O sistema calcula os metros lineares e a área de verdade, com o gap contado.
- O material, pelo preço do metro quadrado, com o ribbon quando o processo pede.
- A máquina, por DOIS relógios. O que corre por HORA (energia, depreciação, ocupação) roda também no acerto, porque o acerto ocupa a máquina. O que se gasta por METRO impresso — toner, desgaste — só corre com papel andando. Cobrar toner durante meia hora de acerto é o tipo de erro que só aparece no fim do mês.
- A perda, em percentual e em metros fixos de acerto — e ela sai impressa, em metros, no resumo.
- O operador e o rateio do custo fixo, pelo tempo de máquina.
Três unidades, porque o cliente pergunta em três
O mesmo orçamento sai por milheiro, por rolo ou por etiqueta. Converter à mão é onde a margem some: vender por etiqueta a R$ 0,08 quando a conta dá R$ 0,0784 são 2% que ninguém vê — mais do que a margem inteira de muito trabalho. Por isso o preço por etiqueta aparece com quatro casas.
A margem aparece enquanto você digita
O rodapé mostra custo, preço e quanto sobra, e muda a cada campo. Preço abaixo do custo acende faixa vermelha; margem menor que 10%, amarela — porque qualquer imprevisto come essa diferença. E a memória de cálculo fica guardada: reabrir um orçamento de três meses atrás mostra por que ele custou aquilo.
Do orçamento ao pedido, e à nota
Aprovado, o orçamento vira pedido de produção e a receita entra no financeiro com o prazo combinado. A arte do cliente fica anexada ao item, e o mesmo pedido vira NF-e quando chega a hora de faturar. O cliente aprova por um link, sem login.
Lastro